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Por
que ter um cão?
Você
tem se sentido triste? Sozinho? Já considerou a possibilidade
de dividir a sua vida com um animal de estimação? Vale
qualquer um, desde cães e gatos até cavalos, passarinhos,
peixinhos, tartarugas... dependendo do seu gosto, poder
aquisitivo para sustentá-lo e espaço físico disponível.
Vários estudos científicos comprovam que a convivência com
animais é parte importante para a melhoria da qualidade de
vida das pessoas. As maiores beneficiadas são as da terceira
idade, ou com problemas de saúde, favorecendo até mesmo no
controle da pressão arterial e nível de colesterol.
Pesquisas médicas têm concluído que donos de animais
queixam-se menos de pequenos problemas de saúde e requerem
uma menor indicação de medicamentos.
O relacionamento e o responsabilizar-se por um animal de
estimação pode, ainda, reduzir sentimentos de depressão,
solidão e ansiedade, uma vez que a pessoa passa a se
relacionar com um ser nada crítico ou exigente, mas que
depende de alguns cuidados. Sentindo-se necessária e aceita,
isto favorecerá a interação desta pessoa com outros
aspectos do cotidiano.
A Terapia Assistida por Animais é considerada um novo ramo da
ciência. Já existe funcionando, no Japão, um curso pioneiro
de pós-graduação, com especialização neste assunto.
Um animal de estimação exige muito pouco de você: apenas os
cuidados necessários para sua sobrevivência, boa saúde, e
higiene. Em troca lhe proporciona momentos inimagináveis e
inesquecíveis de amor, dedicação e carinho.
Não tenha medo. Ele não lhe impede de nada. Se você gosta
de sair, de viajar... ele ficará muito bem sozinho. Basta
acostumá-lo ao convívio com outras pessoas. E, desta forma,
seu círculo também se abrirá, uma vez que você terá que
procurar alguém para lhe substituir nestas oportunidades.
É importante ressaltar a responsabilidade que é adotar um
animal. Ele é um ser sensível, que também sente emoções
como nós. Tem sentimentos de tristeza, medo, angústia...
quando é abandonado. Ao decidir adotar um animal de estimação,
a pessoa tem de estar ciente de que ele não será sempre um
filhote. Crescerá, terá um determinado tempo de vida, não
devendo ser "utilizado" por um tempo, para depois
ser descartado como lixo. Esta é uma questão ética e moral
de relacionamento.
Outra questão relevante: se não desejar filhotes, pode castrá-lo.
Não é prejudicial à saúde do animal, e desta forma faz-se
um controle da população animal. Diferentemente dos humanos,
o sexo para o animal não é prazer, mas instinto de preservação
da espécie.
Uma boa notícia: para adotar este amigo e companheiro fiel,
você não precisa gastar nada. Há muitos filhotes e adultos
abandonados que necessitam de um lar. Basta procurar uma ONG
ou uma Sociedade Protetora dos animais. Há várias aqui em
Petrópolis.
Vá em frente! Tome logo a decisão! Você não se arrependerá!
(Texto
de Luiza Paiva Ferrari, Professora e Ambientalista)
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